Uma das maneiras de conhecer mais profundamente o cenário musical é ficar antenado nas colunas e blogs dos críticos musicais, principalmente daqueles que você sabe que possui gosto semelhante ao seu. Eu, obviamente, sigo alguns blogs – em especial o do Régis Tadeu no Yahoo e do Zeca Camargo na globo.com -, e tenho observado que há um burburinho acerca de uma volta do soul e do funk.
Mas antes de falar disso especificamente, lembro a você corajoso (a) leitor (a) desse blog, que por diversas vezes os críticos comentaram absurdos, deram apoio a bandas medíocres, e entraram em contradição – ainda mais quando preparam rankings de artistas. Lembro do caso Nirvana e seu aclamado álbum “Nervermind”, que apesar da maioria das resenhas serem positivas, não o colocava no topo do gosto especializado. Anos depois, na hora de analisar o bom e ruim da década, o segundo trabalho do trio aparecia quase como uma unanimidade como último brigadeiro da padaria, inclusive em revistas que deram apenas três estrelas de cinco em 1991.
Ainda nessa linha de pensamento, as grandes evidências de uma volta de qualidade e inovadora do soul e do funk seria o trabalho do Sharon Jones and the Dap-kings, da Janelle Monáe e do Mayer Hawthorne, sem contar com o líder Cee-lo Green. São todos músicos excepcionais, mas desses, somente o último realmente traz algo novo e excitante. Sharon Jones tem uma voz poderosíssima e uma banda de apoio que ainda vale escutar, mesmo a influência com Marvin Gaye nas sutilezas ser escancarada.
Janelle Monáe e Mayer Hawthorne são duas figuras que me impressionam serem tão comentados; um som sem muito tempero e uma crítica que cheira a um hypismo enjoativo. O que não os torna ruins; entretanto, o status é muito ‘over’ do fato. Talvez a breve passagem deles pelo Brasil durante a turnê da Amy Winehouse tenha feito com que os blogueiros se animassem com esses dois... Vai entender!
-Poxa Caique, hoje você tá que reclama hein?!
Calma, indico aqui alguns nomes de gente da linha funk e soul que quase não vejo comentários, mas que não só trazem o ritmo setentista no DNA, mas também o inovam sem prejudicar a essência. O primeiro deles é Trombone Shorty, que traz um som instrumental de qualidade indiscutível e que ainda solta uma pitada de punk rock, de rap e jazz em uma ou outra faixa.
Ele não tem muitos clipes, mas fica esse audioclip. Que groove!
Outro cara que já conquistou a simpatia de gente de peso, como Stevie Wonder, parece-me meio esquecido por muita gente: Raphael Saadiq. Mesmo as raízes no funk Motown transparecerem na música dele, o cara tem algo de diferente, faz um soul leve, de letra romântica e vez ou outra arranja parceria com algum rapper. Vale conferir:
Só esse estilo retrô demais que atrapalha...
Não tem como falar de inovação sem conhecer a base. Sem contar os nomes básicos para conhecer o funk e o soul como Stevie Wonder, James Brown, Michael Jackson (sim, ele mesmo), Al Green, Marvin Gaye, Aretha Franklin e todos da gravadora Motown, se nos aprofundarmos nesse gênero, há de se encontrar artistas fenomenais nos EUA. Bem parecido com o samba por aqui, um monte de gente fera e algumas referências. Uma que eu acho indispensável para ser iniciado no assunto é o grupo Tower of Power. Não falarei muito deles não, vou deixar que você sinta a energia que os caras passam.
Foi difícil escolher apenas uma deles
É isso gente, nada de escutar ficar ouvindo funk carioca depois desse post! Hehe.
Abraços.
PS: quer ajudar a promover o blog? Se 25 pessoas "curtirem" no Facebook esse link, disponibilizarei para download uma mixtape com 12 canções que eu gostaria que mais pessoas tivessem escutado; com o título "Do fundo do meu iPod". E se der certo essa primeira tentativa, os próximos prêmios serão melhores, eu juro.
peço que dá proxima vez o prêmio seja o resgate do case da minha jaguar das garras alfandegárias.
ResponderExcluirHAHAHA
Oo Caraca!! Que tenso...
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