sábado, 14 de agosto de 2010

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Os bons sommeliers degustam diversos vinhos, apontam suas qualidades, defeitos, indicam uma possível harmonização. Para tanto, o empirismo é essencial, experimentar para ter melhores referências e poder, então, fundamentar seu gosto. Não fazer isso, nada mais é que um preconceito, julgar sem ter relativo conhecimento do assunto.

Claro que nem todos têm todo o tempo, paciência e grana do mundo para estudar tão afundo as coisas assim. Aí que entra a relação sommelier/leigo. Este deve apontar caminhos, harmonizações para que esse saboreie mais facilmente, para que não "gaste" uma garrafa de vinho.

Esse é, de fato, a função da crítica musical proposta aqui. Nada de apontar tendência, zuar artista por um álbum ruim ou babar ovo da moda, mas mostrar uma interpretação, alguns detalhes importantes para que na hora do leitor escutar uma música possa degusta-la da melhor forma possível.

Não excluo a impossível unanimidade. A pessoa que te indicou um vinho pode ter bebido 30000 uvas diferentes, ser reconhecido como o melhor dos cosmos no assunto e você não gostar (vai entender o por que não gostam de Beatles). O importante, no fundo, é saber saborear.

Nosso julgamento de bom e ruim é feito através de nossas experiências e uma razão pessoal. Portanto, chame toda sua memória musical, seu senso crítico, abra sua cabeça ao novo e: Degustemos a Música!

Abraços.

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